NOTA

Há algum tempo uma moda vem vigorando no país em relação ao processo de indignação que cidadãos têm contra vereadores que só querem mamar e ficarem debaixo da virilha do Prefeito. Nada mais justo do que a população que mais trabalha não concordar com Vereador que só pensa em seus próprios interesses. Vereadores, que em sua grande maioria não trabalham na câmara de vereadores em defesa do bem comum, mas em defesa dos interesses dos prefeito e dos grupos de que fazem parte, bem como em defesa de seus próprios interesses.

Porém a população que fica indignada com os descasos dos vereadores deveria ter condições elementares para saber que de grande parte de tudo o que não presta no processo de utilização de recursos públicos nos municípios, o que menos importa no conjunto da obra são os salários dos vereadores, e os acertos as escondidas para aprovarem projetos. A verdadeira vergonha existente fica escondida nas licitações públicas que o povo não sabe, e nem conhece como funciona.

Mas o que é estranho é o povo somente se revoltar com o vereador e não se revoltar com a maioria dos verdadeiros donos dos cofres municipais, que são os prefeitos, que na grande maioria dos casos seus salários formais não pagam nem os uísques envelhecidos que eles tomam escondidos negociando licitações gordas.

Na verdade na maioria dos municípios brasileiros das licitações públicas, principalmente de obras de infraestrutura, da educação e da saúde, os prefeitos fazem seus salários não formais, que ficam quase na mesma quantidade dos duodécimos que os mesmos são obrigados por lei a repassarem para as câmaras municipais fazerem os salários dos vereadores, que ficam com o ônus da indignação popular.

Mas como diz o velho ditado “é bem empregado” que os vereadores tenham que enfrentar a fúria da população que não sabe como funciona a coisa pública, porque são eles mesmos que não fiscalizam os prefeitos ladrões que os tratam como empregados! Se em determinados municípios os vereadores tomassem vergonha “na cara”, fiscalizaria o gestor e utilizaria um pouco do dinheiro do duodécimo para educar a população sobre como os prefeitos entram nas prefeituras como pobres e saem “podres” de ricos. E isso vai acontecer em Itabuna a partir de 2017. Alguém pode entrar lascado, no vermelho, e devendo a Advogados e a Justiça.

Os vereadores só precisam entender melhor o regimento interno da câmara e as leis orgânicas municipais para fazer isso. Mas na maioria dos casos são analfabetos em matéria de regras de funcionamento da “coisa pública", e como não compreendem nada o que querem mesmo é aumentar seus salários, fazer acordos com o Prefeito, fazer vistas grossas para os desvios do Município e suportar os protestos populares, porque o povo esquece-se das coisas muito rápido, principalmente quando se aproximam de eleições que de indignado volta a sentir paixões frívolas.



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